Verão Paraná

Depen conclui Verão Maior com mais de 800 movimentações de presos e unidades penais com sublotação

Depen conclui Verão Maior com mais de 800 movimentações de presos e unidades penais com sublotação http://www.verao.pr.gov.br

Durante a temporada da Operação Verão Maior 2019/2020, o Departamento Penitenciário do Paraná (Depen) fez 804 movimentações de detentos e cinco revistas estruturais em delegacias da região litorânea do estado, na Costa Leste. O objetivo das ações foi manter os estabelecimentos penais com número baixo de presos. Em cumprimento a ordens judiciais, o Depen ainda instalou 39 tornozeleiras, mesmo número de equipamentos retirados, e inspecionou outras 30.


Parte das movimentações ocorreram antes mesmo do início oficial do Verão Maior 2019/2020, entre os dias 11 e 20/12, o Depen fez um esvaziamento carcerário e removeu 330 presos das carceragens litorâneas. Depois, entre 20/12 e 01/03, foram feitas mais 474 transferências

"Cumprimos nosso objetivo e, durante todo o período do Verão Maior, mantivemos as delegacias com um número de presos para que as unidades permanecessem seguras, tanto para o trabalho dos servidores estaduais quanto aos veranistas que foram ao Litoral para aproveitar um tempo de descanso”, afirmou o diretor-geral do Depen, Francisco Alberto Caricati.

Os agentes penitenciários, com o apoio de policiais militares e civis do estado, retiravam os presos das delegacias de Antonina, Guaratuba, Matinhos, Morretes, Paranaguá e Pontal do Paraná e transferiam para o Complexo Penitenciário de Piraquara ou demais unidades da Região Metropolitana de Curitiba, como Rio Branco do Sul e Campo Largo.

“Também foram feitos translados dos presos a audiências de custódia e encaminhamentos a unidades de saúde e ao Instituto Médico-Legal, além de outros atendimentos que se fizeram necessários. Para todos os casos, o Depen disponibilizou a logística necessária, ou seja, veículos e servidores capacitados no acompanhamento  dos presos em conjunto com as polícias Militar e Civil, as quais ficaram encarregadas da escolta”, explicou o coordenador do Verão Maior do Departamento Penitenciário, Josielson Fabrício.

De acordo com ele, todas as operações, tanto movimentações de presos quanto revistas estruturais, ocorreram sem alterações. “Sempre tivemos o apoio necessário das instituições e tudo ocorreu tranquilamente”, contou Fabrício.

VISTORIAS - Além das movimentações de presos, as equipes do Departamento Penitenciário ainda desencadearam cinco operações de revista e vistoria nas unidades prisionais do litoral. “Elas funcionaram de forma padrão, ou seja, os presos são retirados das celas e passam por revista pessoal, em seguida, fazemos verificação estrutural e revista em cada uma das carceragens”, explicou o coordenador do Verão Maior do Depen.

O objetivo dos procedimentos, desencadeados conforme a necessidade, é manter a ordem, a segurança e a disciplina necessária nas unidades penais, além de retirar qualquer material ilícito de dentro das carceragens.

CENTRO DE MONITORAMENTO - Equipes do Departamento Penitenciário também montaram um posto avançado da Central de Monitoramento Eletrônico no litoral do estado, com o objetivo de acompanhar os presos monitorados que estavam na costa leste paranaense. “Na primeira fase, nosso foco de trabalho foram as correções de área e os cumprimentos de mandados. Depois, além disso, também trabalhamos com a conferência jurídica”, afirmou o coordenador do setor, Hércules Robinson Estevão.

Ao todo, os agentes penitenciários atuantes no setor instalaram 39 tornozeleiras, retiraram outras 39, a partir de determinações judiciais. “O trabalho e a forma de executá-lo foram novidades desta operação, porque, em outras edições isso não ocorreu. Além disso, quando saía um mandado de colocação do equipamento, por exemplo, os agentes iam até a unidade para cumpri-lo. Normalmente, o preso é escoltado até o serviço de monitoração”, explicou.

No período, os servidores do Depen ainda fizeram a inspeção de 30 equipamentos. “Esta conferência envolveu a parte de análise jurídica, via sistema, com verificação de mandados judiciais em relação à tornozeleira, e operacional, feita localmente, para averiguar se há qualquer tipo de dano ou avaria”, afirmou.

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