Verão Paraná

Polícia Científica conclui atividades do Verão Maior com menor demanda de exames e mais proximidade com o cidadão

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A Polícia Científica do Paraná é a unidade acionada quando ocorre um crime para que sejam elaborados laudos que serão anexados aos processos criminais e colaborar para a elucidação de casos. Com o decréscimo de 33% no índice de homicídios e redução de outros crimes no Litoral do Estado, os acionamentos aos serviços técnicos da Polícia Científica foram reduzidos, permitindo que a unidade pudesse demonstrar os trabalhos desempenhados para veranistas e comunidade litorânea.

Para o diretor da Polícia Científica do Paraná, Luiz Rodrigo Grochocki, as atividades desenvolvidas no Litoral foram um sucesso. “Tivemos uma temporada mais tranquila, com menos homicídios, e outros crimes, o que refletiu em menos exames, por exemplo. Também aproveitamos para focarmos na demonstração do nosso trabalho, com uma van itinerante e exposição do Museu de Ciências Forenses”, disse.

“O atendimento foi realizado de forma ininterrupta durante os 72 dias da Verão Maior, e nós pudemos observar que de 1.254 exames feitos na operação do ano passado, passamos para 829 neste ano, um decréscimo em torno de 34%”, explicou o perito criminal e coordenador do Verão Maior pela Polícia Científica, Michel Rodrigues.

A queda também pode ser vista nas atividades desenvolvidas pelo Instituto Médico-Legal. Os exames de lesão corporal, acidentes de trânsito, violência sexual e sanidade física, talvez tiveram um decréscimo de 61% (foram 591 no período 2018/2019 e 230 no período 2019/2020), devido à menor demanda recebida das autoridades competentes.  

Já o serviço de recolhimento de corpos reduziu em 30%: Nesta última operação foram recolhidos 66 corpos (entre acidentes, afogamentos, achados de cadáveres, entre outros) em todo o Litoral, contra 94 durante a operação do ano anterior.  

O Instituto de Criminalística do Paraná, responsável pelos exames de veículo, de local de morte, de incêndio, de furto, de crimes contra o patrimônio, entre outros, também apontou uma redução nos laudos concluídos em 42% (foram 377 na Operação Verão 2018/2019 e 219 na Verão Maior 2019/2020).  

Em contrapartida, foram feitos 64% mais exames de substâncias químicas, dosagem alcoólica e triagem toxicológica, e resíduos de chumbo, por exemplo. A Gerência de Laboratórios Forenses, produziu 192 laudos na operação verão 2018/2019, contra 314 feitos na Verão Maior 2019/2020.

EXPOSIÇÕES - Durante os finais de semana da temporada do Verão Maior 2019/2020, a Polícia Científica esteve presente na orla demonstrando os trabalhos desempenhados pela instituição, mostrando possíveis vestígios de cenas de crimes como sangue, tecido humano, fio de cabelo, digitais e insetos, que estavam em uma área de isolamento e identificados por placas numeradas para facilitar a visualização e marcar cada item. Os elementos estavam disponíveis em microscópios para análises do público que passava pelo calçadão de Caiobá.

Além disso, este ano a Polícia Científica fez, durante dois finais de semana, uma exposição itinerante inédita do Museu de Ciências Forenses. De forma inédita, foi possível que os veranistas visitassem de perto parte do acervo da instituição, incluindo duas múmias do Instituto Médico-Legal (IML).

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