Verão Paraná

Mortes por afogamento caem 53,3% nas praias do Paraná durante a temporada de verão

Mortes por afogamento caem 53,3% nas praias do Paraná durante a temporada de verão http://www.verao.pr.gov.br

O trabalho preventivo dos guarda-vidas, somadas à maior conscientização dos banhistas, resultou na redução de 53,3% nos óbitos por afogamento em comparação com o verão anterior (de 15 caiu para 7 casos). Durante o Verão Maior 2019/2020, o Corpo de Bombeiros fez 174 salvamentos gerais e atendeu 636 incidentes em meio líquido (afogamento) na região litorânea. Os dados foram divulgados na quarta-feira (04/03/2020), no Palácio Iguaçu, em Curitiba,

O Comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Samuel Prestes, destacou que nenhuma morte por afogamento ocorreu em área protegida por Postos Guarda-Vidas em toda a temporada. “O número de mortes foi bastante reduzido em relação aos anos anteriores e se deram em locais inapropriados ou fora do horário de atuação dos guarda-vidas, e mesmo assim tivemos uma redução expressiva. Isso é fruto de uma campanha de orientação e de sinalização bastante forte onde as pessoas poderiam aproveitar o verão de forma mais segura”, destacou.

Com o Verão Maior, o Corpo de Bombeiros, por meio do 8° Grupamento de Bombeiros (8° GB), intensificou os trabalhos de prevenção e orientação aos banhistas na areia, além de distribuir informativos e entregar pulseirinhas de identificação às crianças. Também foram aplicadas motos aquáticas e embarcações no mar, para patrulhamento e apoio em resgates. “Com os bombeiros conversando com os banhistas, incentivamos que eles procurassem os guarda-vidas antes de iniciar alguma atividade no mar. Utilizamos bandeiras e wind banners sinalizando as áreas de guarda-vidas para que a atuação fosse mais efetiva”, acrescentou o coronel Prestes.

Neste verão, o Corpo de Bombeiros atuou com um apoio de guarda-vidas civis, treinados pelos bombeiros militares antes do início do Verão Maior, para reforçar os 91 postos de atendimento no Litoral. Durante trabalho preventivo houve 74.082 orientações e 33.719 advertências. Os resgates em meio líquido (afogamentos) tiveram redução de 11,2% (de 892 caiu para 792). “Isso significa que as pessoas estavam mais conscientes e precisaram menos de intervenções dos guarda-vidas”, disse o coronel Prestes.

Nos atendimentos na areia, os profissionais fizeram salvamentos, resgates e atendimentos diversos aos veranistas. Os incidentes com águas-vivas e caravelas, por exemplo, demandaram 4.527 atendimentos, uma diferença de 3.058 casos em comparação com o mesmo período da temporada passada, quando foram 1.469 atendimentos. “Os guarda-vidas estavam preparados para atender estes casos, tanto no que diz respeito às orientações quanto à disponibilização sempre de vinagre para minimizar o envenenamento após o contato do animal com a pessoa”, acrescentou.


Na areia, os bombeiros militares também protegeram as crianças e distribuíram pulseirinhas de identificação nos Postos de Guarda-Vidas. Nesta temporada foram entregues 15.692 pulseirinhas nos três municípios com praia (Matinhos, Guaratuba e Pontal do Paraná). Os casos de crianças perdidas teve uma pequena redução de -18,7% entre este verão e o do ano passado, ou seja, de 785 ocorrências caiu para 638.


“Tivemos esses resultados excelentes porque a população entendeu melhor sobre a prevenção. Tivemos um trabalho muito intenso na temporada, mas o envolvimento maior das pessoas foi essencial”, destacou o Comandante do 8º Grupamento de Bombeiros (8º GB), major Jonas Emmanuel Benghi Pinto.

No meio urbano, o Corpo de Bombeiros também reforçou as equipes de atendimento pré-hospitalar do Siate (Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma e Emergência). Houve uma redução de 19,5% no número de ocorrências dessa natureza nesta temporada, ou seja, de 507 ocorrências na temporada passada, caiu para 408 neste verão.


COSTA OESTE – Além do Litoral, houve reforço de atividades na Costa Oeste. Guarda-vidas foram aplicados nos pontos em que houve maior concentração de pessoas, principalmente nas áreas com praias artificiais de água doce. Assim como no Litoral, também houve atendimentos nos casos de afogamentos e outros socorros aos veranistas.

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